Entrelinhas
03/10/2007 15:52 Começa o julgamento dos 'infiéis'

Começou às 14h23 desta quarta-feira (3), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamemento que vai definir o destino dos chamados deputados 'infiéis' - que trocaram de partido após as eleições de 2006.

O STF vai decidir de quem é o mandato: do político ou da legenda pela qual ele foi eleito. Em jogo, os mandatos de 23 deputados que migraram de legenda após serem eleitos. Serão julgados três mandados de segurança, propostos pelo PPS, PSDB e DEM, que querem os mandatos de volta.

Os partidos pedem ao Supremo que obrigue a Câmara dos Deputados a declarar vagos os mandatos dos parlamentares. E que os suplentes sejam empossados. Na prática, uma decisão favorável às legendas pode abrir precedente para outras ações no STF, ameaçando os mandatos de outros deputados que também trocaram de legenda. Desde o início do ano, 46 parlamentares mudaram de partido. Mirella D'Elia comentários () | Permalink
27/09/2007 16:39 Lula e Pelé no Cazaquistão

O presidente Lula não consegue deixar de lado a paixão pelo futebol, nem quando recebe o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev.

Parado ao lado dos jornalistas, esperando a chegada do colega ao Itamaraty, Lula comentou o resultado de 4 a 0 da seleção brasileira feminina sobre a norte-americana pela Copa do Mundo: “Vocês estão felizes com as mulheres do futebol hoje?”

Ao se despedir, Lula ofereceu dois presentes a Nazarbayev, uma bola e uma camiseta de futebol, ambas assinadas por Pelé. Na camiseta, o rei do futebol escreveu em inglês: “Pres. Nazarbayev, all the best” (tudo de bom, em português).

Encantado com o regalo e a pedido dos jornalistas, o presidente estrangeiro ensaiou umas “embaixadinhas”... mas sem grande efeito.

Insatisfeito com o resultado, Lula pegou a bola e mostrou como se faz: deu dois “balõezinhos” na bola e correu para o abraço no colega.

Foto: José Cruz/ABr T. Pariz comentários () | Permalink
25/09/2007 19:43 Mares Guia recebe solidariedade de deputados aliados
Pelo menos quatro deputados da base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniram-se com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, simplesmente para prestar solidariedade ao “chefe”.

Os líderes do governo, José Múcio (PTB-PE), do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), do PR, Luciano Castro (RR) e o vice-líder do governo Henrique Fontana (PT-RS) foram ao encontro de Mares Guia, responsável pela articulação do governo no Congresso, no começo da noite desta terça (25).

O ministro vem sendo alvo de denúncias de que teria supostamente sido um dos operadores de um esquema de arrecadação irregular em 1998, durante campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais e hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB).

Nas palavras do presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que esteve com Mares Guia logo após o almoço: o ministro está tranqüilo e continua desempenhando a função de articulador do governo mesmo respondendo às supostas acusações. “Ele está tranqüilo (...) Ele me ligou ontem [segunda-feira] e me ligou várias vezes hoje. Ele está trabalhando”, disse. T. Pariz comentários () | Permalink
24/09/2007 19:42 Renan monta estratégia contra cassação

Percebendo o desgaste de sua posição à frente do Senado e a possibilidade de uma nova decisão do plenário sobre a cassação do seu mandato, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria definido uma nova estratégia de autopreservação.

O G1 apurou que o plano passa pela ação de dois peemedebistas, integrantes do Conselho de Ética. O primeiro ato já foi encenado pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE). Lima ingressou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para garantir que a votação de novos processos no órgão disciplinar seja secreta.

“Qualquer deliberação que diga respeito ao mandato de deputado ou senador deve ser com voto secreto”, analisa.

Renan Calheiros revela a aliados que fará de tudo para evitar que o fim do voto secreto entre na pauta do Senado. Ele não quer que o tema seja retomado por um simples motivo: o caso dele seria emblemático e o fim do voto secreto tomaria conta do debate na sociedade.

Unificação
Confiando numa resposta positiva da Suprema Corte ao mandado de segurança, Renan contaria com uma articulação arriscada, mas plausível. Na reunião de quarta-feira (26), o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), vai propor a unificação dos dois processos que ainda não têm relator.

São os casos relativos à suposta sociedade por meio de laranjas em emissoras de rádio e em um jornal de Alagoas e à denúncia de que Renan comandava um esquema de arrecadação ilegal de dinheiro em ministérios comandados pelo PMDB. “As denúncias têm o mesmo objetivo, a mesma procedência e o mesmo representado”, admitiu Quintanilha.

O presidente do Conselho sabe, no entanto, que a proposta encontra resistências, principalmente na oposição. Mas a unificação dos processos também é considerada, por aliados do presidente da Casa, perigosa. Isto porque trata de duas denúncias de “grosso calibre”, apesar da fragilidade das provas.

A primeira tem como protagonista o usineiro João Lyra, supostamente o sócio de Renan nas empresas de comunicação, e que já reafirmou as denúncias em depoimento ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP).

No outro episódio, o autor da denúncia é o advogado Bruno Lins, ex-marido de uma assessora do presidente da Casa, que também reafirmou as acusações em depoimento na Policia Federal.

Até agora, não surgiram documentos que comprovassem às acusações, mas ambos devem ser chamados ao Conselho de Ética, aumentando o desgaste de Renan.

Solução
Mas haveria uma fórmula de evitar os depoimentos de Lyra e Lins ou de, pelo menos, torna-los secretos ou mesmo fora de Brasília. Conforme apurou o G1, faltando nomes para assumir a relatoria, restaria para o presidente do Conselho de Ética indicar Almeida Lima para cuidar o processo unificado. “O Almeida Lima é o nome que circula para relatar os processos”, admitiu um parlamentar com trânsito junto ao presidente do Senado e fiel integrante da base aliada do governo.

Lima esteve com o presidente Renan Calheiros na Residência Oficial da Presidência do Senado, por cerca de uma hora, nesta segunda-feira (24). Trataram das notícias do final de semana e identificaram uma tentativa de “intriga” para jogar Renan contra aliados e, principalmente, contra o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador Almeida Lima não nega nem confirma a possibilidade de assumir a relatoria dos casos. “Não falo sobre hipótese. Isso pode ser mal interpretado”, desconversou o sergipano.

Sarney
O próprio alagoano trabalhou para que o senador José Sarney (PMDB-AP) divulgasse cópia de uma carta rejeitando qualquer especulação sobre um eventual atrito entre os dois peemedebistas por conta da insistência de Renan em permanecer na Presidência da Casa.

Com o voto secreto no Conselho de Ética, os processos unificados e a relatoria de Almeida Lima, Renan estaria seguro de que não teria contra si um relatório semelhante ao elaborado no Conselho de Ética por conta da primeira denúncia, que pedia a cassação do mandato e foi rejeitado pelo plenário.

No episódio, Renan era acusado de se utilizar de recursos do lobista Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Junior, para pagar despesas pessoais. Almeida Lima era um dos relatores do caso, mas foi contrário ao texto apresentado pelos colegas Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS).

O parecer, aprovado por 11 votos a quatro no órgão disciplinar, afirmava que Renan mentiu ao Senado sobre a origem do dinheiro para pagar a pensão da filha de três anos e que ele interferiu, prejudicando o processo, se valendo da condição de presidente da Casa.


(com informações de Cristiana Lôbo) Roberto comentários () | Permalink
19/09/2007 15:25 Menos um

O plenário acaba de derrubar mais um, dos inúmeros requerimentos que serão apresentados ao longo do dia pela oposição para atrasar a votação da CPMF. Desta vez, foi derrotada uma proposta do Democratas que pedia o adiamento da discussão por nove sessões. O placar: 248 votos não e quatro sim, com 13 abstenções.
A oposição continua firme na estratégia de atrasar o quanto pode a apreciação da matéria. Da mesa, o presidente de plantão, o primeiro secretário, Inocêncio de Oliveira, apelou: "Essa Casa não votou nada. Será que nós temos o direito de fazer isso?", questionou. Roberto comentários () | Permalink
19/09/2007 13:01 Gauchada furiosa

Não pegou nada bem para o governo a revogação da MP 382, que retirava impostos da produção em setores prejudicados pela desvalorização do dólar frente ao real. Só no Rio Grande do Sul, cerca de 40 mil trabalhadores do setor coureiro-calçadista estavam sendo beneficiados pela decisão do presidente Lula.
Mas para aprovar a CPMF, o Planalto não perdeu tempo e revogou a medida provisória com o único objetivo de 'limpar' a pauta e abrir caminho para a votação do imposto do cheque. "É lamentável que a corda estoure no lado mais fraco. Quem perde é o Rio Grande.", reclamou o coordenador da bancada gaúcha, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB).
A medida provisória foi revogada mediante o seguinte acordo: o Palácio envia para o Congresso, ainda nesta semana, um Projeto de Lei, com urgência constitucional, resguardando os mesmos benefícios. Os 31 parlamentares do RS aguardam o cumprimento do acordo. Caso contrário, votos da CPMF podem sumir no meio do debate, garante o coordenador. Roberto comentários () | Permalink
13/09/2007 17:05 Arthur Virgílio (ou seria Antonio Carlos Magalhães?)
Diante das diversas especulações sobre o voto de cada senador na sessão que absolveu Renan Calheiros, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), disse compreender a atitude do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, morto em julho, ao violar o painel da cassação do então senador Luiz Estevão.

“Eu compreendo o senador ACM porque eu adoraria ver a lista de votação”, disse o senador tucano.

Por ter admitido que violou o painel, ACM respondeu a um processo por quebra de decoro e renunciou para evitar a cassação. Naquela época, o senador tropeçou nas palavras porque deu a entender que a ex-senadora Heloísa Helena, quando estava no PT, votou contra a cassação de Estevão.
T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 17:15 Começa a votação

Depois de quase 20 senadores discursarem na sessão secreta, a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) fazer as acusações e Renan Calheiros defender-se, começou a votação que definirá o futuro político do presidente do Senado. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 17:10 Renan de defende

Começou a pouco a defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros. Ele é o último a falar. Em seguida, virá a votação em plenário. Falta pouco para ser decidido o destino de Renan.

Renan Calheiros é acusado de receber ajuda de um lobista para pagar despesas pessoais com a filha que teve com a jornalista Mônica Veloso.

Roberto Maltchik comentários () | Permalink
12/09/2007 16:18 Papel republicano

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou os parlamentares a ficarem no plenário do Senado durante a votação do processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL). "Venceu o respeito, o sentimento republicano. O respeito à opinião pública e o espírito democrático. Não vou dizer que o Supremo está de parabéns. Ele fez seu papel", afirmou.

Jungmann ainda relatou um momento de tensão no plenário. No discurso, o senador Demóstenes Torres (DEM-TO) discursava. E criticou a defesa de Renan Calheiros, que classificou como 'burra'. Renan pediu a palavra e exigiu respeito. Torres, em seguida, se corrigiu, segundo o deputado. "Peço desculpas. Usei um termo popular. A defesa de Vossa Excelência foi pouco inteligente", teria dito Torres.

O pernambucano é mais um parlamentar que sai e faz o prognóstico de uma sessão longa. Todas as previsões indicam que o resultado saia apenas depois das 18h. Roberto Maltchik comentários () | Permalink
12/09/2007 15:50 Deputado quer deputado fora do Senado

O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse ser favorável a que o Supremo Tribunal Federal restrinja o acesso dos deputados ao plenário do Senado.

“Essa é uma questão do Senado. Eles estão discutindo o futuro de um senador, não do presidente do Congresso”, disse Serraglio.

O deputado do PMDB classificou de perigosa a argumentação baseada na figura de Renan como presidente do Congresso para permitir acesso a todos. “Se fosse assim, os deputados teriam que ter direito a voto na cassação e não têm”, disse.

Para Serraglio, o Supremo vai respaldar o que diz o regimento interno do Senado e fechar novamente a sessão.

Após 13 deputados ganharem no STF o direito de acesso à sessão secreta que define o futuro de Renan Calheiros, o Senado acabou liberando o plenário para qualquer parlamentar. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 15:17 Falam baixinho...

O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) tem uma teoria para explicar a dificuldade na audição dos pronunciamentos dos senadores, que discursam durante a votação do processo de cassação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. “Tem muito silêncio lá dentro. Os senadores usam a palavra sem o som do Senado e parece, inclusive, que ele abaixa a voz para as pessoas não ouvir mesmo.”, insinuou o deputado, que acompanha a sessão graças à permissão dada pelo Supremo Tribunal Federal.
T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 14:12 Joaquim Barbosa será relator de ação do Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa foi escolhido relator do mandado de segurança 26904 protocolado pelo Senado contra a decisão do ministro Ricardo Lewandowski.

O Senado quer reverter a decisão que permitiu a entrada de 13 deputados na sessão que votará relatório favorável à cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Barbosa foi o relator da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra 40 envolvidos no esquema do mensalão. A atuação do ministro foi elogiada pelos colegas. O Supremo acabou acatando e abrindo processo contra os 40 denunciados, entre eles o ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu (PT). T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 13:33 Seguranças se amontoam na entrada do Senado
A sessão que vota o futuro político do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi fechada há pouco menos de 1h30, mas os seguranças não esmorecem. Cerca de 15 guardam a entrada do plenário do Senado. No pico, logo depois do início da sessão, mais de 20 seguranças estavam no local.

Os seguranças também limitaram a circulação dos jornalistas, que estão concentrados no Salão Azul da Câmara Alta do Parlamento. A passagem da Câmara ao Senado foi fechada. Nem deputados têm deslocamento livre. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 12:35 Sessão das sombras, diz PSOL
O líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar (RJ), fez uma previsão sombria sobre o episódio da votação da cassação de Renan Calheiros (PMDB-AL).

“Numa sessão que é uma aberração, a sessão das sombras, esperamos que ela produza um resultado que alivie um pouco o Brasil e a nossa combalida democracia representativa. Esse é um dia para ficar na história (...) o 12 de setembro, no Brasil, simbolicamente, pode representar um atentado terrorista e um golpe à nossa aspiração de construir minimamente uma democracia no país”, disse Alencar.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) classificou as cenas de pugilismo entre um segurança do Senado e o colega Raul Jungmann (PPS-PE) de “absurda”. “É a primeira vez que nos vemos isso. Eu acho que foi um absurdo até porque o STF já tinha dado a liminar, o presidente Tião Viana já tinha autorizado a entrada. Nós queremos apenas uma prestação de contas à sociedade do que vai acontecer aqui”, disse o deputado de São Paulo. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 12:23 Chinaglia reage ao pugilismo

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que faltou preparo aos seguranças do Senado no empurra-empurra levou ao pugilismo entre o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) e um segurança do Senado.

Chinaglia afirmou que se o fato tivesse ocorrido na Câmara, ele teria instaurado imediatamente um procedimento administrativo para apurar o ocorrido.

“Eu repilo as agressões sofridas pelos deputados. Vou fazer contato com o presidente em exercício do Senado, senador Tião Viana, vou registrar o protesto e vou aguardar as medidas cabíveis”, disse Chinaglia ao lado de Jungmann.
T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 12:09 Tião Viana fecha a sessão

O primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), acaba de transformar em secreta a sessão que vai decidir o futuro do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Ele está pedindo para que todos os que não forem senadores ou deputados autorizados a permanecerem na sessão pelo STF saiam do plenário. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 12:06 Tumulto é discutido no plenário

Depois do primeiro vice-presidente do Senado Tião Viana ter aberto a sessão que decidirá o futuro do presidente da Casa Renan Calheiros, protestando a presença de deputados autorizados pelo STF a estarem presentes na sessão secreta, teve início uma longo discussão sobre o assunto.

Os deputados foram impedidos pelos seguranças do Senado de entrarem no plenário, e a confusão terminou em pancadaria.

Por enquanto, a sessão está aberta, e os senadores criticam a confusão e a briga. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 11:01 Senadores divergem sobre abertura de sessão para deputados
A decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), de permitir que 13 deputados assistam a sessão que votará o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), gerou polêmica.

Os senadores mostraram divergência sobre a postura a ser tomada. A divergência estendeu até entre os partidos. Todos repetiram o jargão que diz: “decisão da Justiça não se discute, se cumpre”. Mas isso não conteve as críticas.

“Sou favorável a abrirmos a sessão, deixarmos os deputados participarem, mas não precisava disso. Não precisamos de ninguém nos vigiando. Nós não estamos julgando o presidente do Congresso. Estamos julgando um senador e isso não diz respeito aos deputados”, disse o senador Efraim Morais (DEM-PI).

Aliado de Renan, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) não poupou críticas ao Supremo e ao grupo de deputados. ““Nós todos conhecemos quem são esses deputados. São os deputados multimídia, broadcast. Todos conhecem o perfil deles. Eles vão fazer o possível para passar as informações da sessão”, disse Salgado, aliado de Renan Calheiros e defensor da absolvição.

Os 13 deputados que ganharam a possibilidade, no STF, de assistir a sessão são: Raul Jungmann (PPS/PE); Fernando Gabeira (PV/RJ); Chico Alencar (PSOL/RJ); Carlos Sampaio (PSDB/SP); Luiza Erundina (PSB/SP); Raul Henry (PMDB/PE); Paulo Renato Souza (PSDB/SP); Luciana Genro (PSOL/RS); José Carlos Aleluia (DEM/BA); Alexandre Silveira (PPS/MG); Fernando Coruja (PPS/SC); Gustavo Fruet (PSDB/PR); José Aníbal (PSDB/SP).

O outro peemedebista Gerson Camata (ES), no entanto, disse que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski é salutar e defendeu a abertura completa da sessão que votará a cassação do mandato e os direitos políticos de Renan Calheiros. “Temos que cumprir a decisão porque é uma decisão boa que dá transparência ao processo”, disse o senador.

O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) vai além e disse que a decisão do Supremo poderia fazer com que toda a sessão fosse aberta. “Nós poderíamos manter apenas o voto secreto e abrir toda a sessão”, disse. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 10:43 "Deputados multimídia", diz Salgado
Ao chegar ao Senado nesta quarta (12), o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de permitir que 13 deputados assistam a sessão secreta que votará o destino do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

“Nós todos conhecemos quem são esses deputados. São os deputados multimídia, broadcast. Todos conhecem o perfil deles. Eles vão fazer o possível para passar as informações da sessão”, disse Salgado, aliado de Renan Calheiros e defensor da absolvição.

Os 13 deputados que ganharam a possibilidade, no STF, de assistir a sessão são: Raul Jungmann (PPS/PE); Fernando Gabeira (PV/RJ); Chico Alencar (PSOL/RJ); Carlos Sampaio (PSDB/SP); Luiza Erundina (PSB/SP); Raul Henry (PMDB/PE); Paulo Renato Souza (PSDB/SP); Luciana Genro (PSOL/RS); José Carlos Aleluia (DEM/BA); Alexandre Silveira (PPS/MG); Fernando Coruja (PPS/SC); Gustavo Fruet (PSDB/PR); José Aníbal (PSDB/SP). T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 10:36 Previsão do PDT: cassação

O líder do PDT no Senado, Jéferson Peres (AM) afirmou que os quatro senadores da bancada votarão a favor da cassação de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Para Peres, o presidente do Senado quebrou o decoro e foi imoral ao usar o cargo para tentar dar os rumos dos processos que respondem no Conselho de Ética. “O comportamento que ele teve na presidência, interferindo nas questões, é imoral, é falta de decoro. Se isso não é quebra de decoro, eu não sei mais o que é”, disse o pedetista.

O senador de Amazonas não hesita inclusive ao prever o futuro do colega. “Vai ser cassado”. “É uma leitura realista e pragmática dos acontecimentos”, explica. T. Pariz comentários () | Permalink
12/09/2007 10:22 Contagem regressiva

Está prevista para às 11:00 a sessão que vai decidir o futuro do presidente do Senado Renan Calheiros.

Renan só perderá o mandato se pelo menos 41 dos 81 senadores, a chamada maioria absoluta, votarem pela cassação.

Renan Calheiros será julgado sob a acusação de pagar despesas pessoais com recursos de um lobista.

No Conselho de Ética, 11 senadores pediram a cassação de Renan e quatro defenderam a absolvição.
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07/09/2007 11:47 Esquadrilha da Fumaça encerra desfile em Brasília com coração no céu

A Esquadrilha da Fumaça terminou agora de se apresentar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, marcando o fim das apresentações do destile de 7 de setembro na cidade. Durante o show, o público podia ouvir não apenas o barulho dos motores, mas também clássicos do rock n' roll, como a música "Jump", da banda norte-americana Van Halen.

Os aviões fizeram várias manobras radicais durante sua apresentação de número 3.105, entre elas um parafuso vertical ascendente. A apresentação terminou com o clássico coração no céu.

A apresentação da Esquadrilha da Fumaça durou 15 minutos. A platéria vibrou e se emocionou muito durante todo o show aéreo. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 11:30 Esquadrilha da Fumaça

O desfile de 7 de setembro acaba de ser encerrado, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A esquadrilha da fumaça, um dos principais atrativos do desfile de 7 de setembro, fechará o evento daqui a pouco o evento.

Antes disso, os populares poderão ver a participação de tropas "aeromóveis" do Exército, Marinha, da Polícia Federal e da Polícia Militar do Distrito Federal, além do Corpo de Bombeiros. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 10:44 Tropas blindadas

As tropas blindadas tomam conta, neste momento, do desfile de 7 de setembro, em Brasília. A Marinha é representada pelo Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, e blindados.

O Exército participa com a pirâmide do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, com o 11o. Grupo de Artilharia Anti-Aérea, com o 32o. Grupo de Artilharia de Campanha, com a 1a. Bateria de Artilharia Anti-Aérea e com 6o. Grupo de Lançadores de Foguetes, entre outros. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 10:31 Presidente de Moçambique

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha o desfile de 7 de setembro ao lado do presidente de Moçambique, Armando Guebuza - que veio ao Brasil assinar acordos de cooperação em Educação e Saúde.

Guebuza, inclusive, chegou um pouco atrasado ao evento. A primeira-dama Marisa Letícia também está do lado de Lula, e veste uma roupa amarela e chapéu verde limão. O vice-presidente da República, José Alencar, também está próximo ao presidente Lula. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 10:13 Tropas a pé

Neste momento começam a desfilar pela Esplanada dos Ministérios, na capital Federal, as chamadas "tropas a pé". Participam o grupo de Comando do Estado Maior, a Marinha (banda de fuzileiros navais, tropas e desfile aéreo), o Exército (banda do batalhão da Guarda Presidencial e tropas da Brigada de Operações Especiais).

A Força Aérea Brasileira estará representada pela banda da Força Aérea e por tropas no desfile. A Academia Nacional da Polícia Federal se apresenta logo em seguida. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 10:07 Bandeiras históricas

O Grupo de Comando do Desfile Militar e Estado-Maior inicia neste momento, na Esplanada, a parte militar militar do desfile de 7 de setembro, que também conta com a apresentação de bandeiras históricas do 1º regimento de Cavalaria de Guardas. Em seguida, desfilam a banda do batalhão de Polícia do Exército de Brasília, e, depois, da escola naval.

A Academia Militar das Agulhas negras se apresenta logo em seguida no desfile que celebra a independência do Brasil, seguido pela Academia da Força Aérea e pela Academia de Polícia Militar do Distrito Federal. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 10:00 Público abaixo do previsto

O público que comparece ao desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios, segundo informações iniciais da Polícia Militar de Brasília, estaria em cerca de 30 mil pessoas.

A estimativa do governo era de que o desfile atrairia cerca de 45 mil pessoas. No desfile do ano passado, a Polícia Militar lembra que aproximadamente 35 mil populares viram o desfile. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:38 Bandas de alunos se apresentam na Esplanada

A banda de ex-alunos do Colégio Militar de Brasília, e Dom Pedro II, acabam de passar pela Esplanada. Os alunos também fizeram coreografias com fitas e bolas em frente ao presidente Lula e à primeira-dama, Marisa Letícia, além de desfilarem. A banda musical da Secretaria de Educação, com brasões, bandeira e corpo coreográfico, se apresenta logo em seguida. Está previsto ainda que os alunos da Escola Parque façam uma homenagem a Anísio Teixeira.

A banda de alunos do Colégio Marista também toma parte no evento e será seguida por atletas convidados, além de crianças integrantes do programa "Segundo Tempo". Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:29 Fogo simbólico marca início 'oficial' do desfile

O desfile de 7 de setembro propriamente dito teve início somente há pouco na Esplanada dos Ministérios em Brasília com a passagem do "fogo simbólico" e do Grupo de Comando.

A Associação Nacional de ex-combatentes também já marcou presença no evento. Em seguida, ex-integrantes da força da paz da Organização das Nações Unidas prestigiaram o desfile. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:19 Moto construída nos EUA participa de desfile

A moto construída nos Estados Unidos pelos integrantes do programa de TV "American Chopper", em homenagem a Brasília e aos 100 anos do arquiteto Oscar Niemeyer, será pilotada pela equipe do programa no desfile de 7 de setembro.

Segundo o Palácio do Planalto, a equipe doará um capacete e uma jaqueta ao programa "Fome Zero", em cerimônia após o desfile cívico. Os dois objetos têm valor de de cerca de R$ 800 reais.

A moto será um dos atrativos de um evento de música neste fim de semana na capital Federal. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:11 7 mil pessoas desfilam no dia da Independência em Brasília

Segundo informações do Ministério da Defesa, o desfile de 7 de setembro deste ano contará com a participação de 7 mil pessoas. Deste total, 4,5 mil são militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Também estão previstas apresentações de aeronaves, viaturas, motocicletas, cavalos e pára-quedistas. Alunos de escolas da cidade e atletas convidados, além de quadrilhas juninas, também participarão do desfile. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:11 Hino Nacional

Após a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da descida do grupo de paraquedistas, aconteceu a execução do hino nacional brasileiro para abrir oficialmente o desfile de 7 de setembro. A execução foi do 1o. regimento de Cavalaria de Guarda Dragões da Independência e do Coral do Colégio Militar de Brasília.

Logo em seguida, o hino da independência também foi tocado. Está prevista para instantes coreografia por parte de alunos da rede pública do Distrito Federal, além de passagem da esquadrilha da fumaça. O desfile de 7 de setembro está previsto para terminar às 11h10 na Esplanada dos Ministérios. Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:10 Renan não comparece ao desfile

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, alvo de denúncias de que teria suas despesas pessoais pagas por um lobista, não compareceu ao desfile de 7 de setembro neste ano. O Congresso Nacional está sendo representado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Também estão presentes, entre outros, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça), Nelson Jobim (Defesa). Alexandro Martello comentários () | Permalink
07/09/2007 09:02 Presidente Lula chega ao desfile de 7 de setembro

O presidente Lula acaba de chegar à Esplanada dos Ministérios para dar início ao desfile de 7 de setembro, que celebra a independência do Brasil. Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia, chegaram em carro aberto, para fazer a revista às tropas.

A expectativa do Ministério da Defesa é que 45 mil pessoas compareçam ao evento, que tinha início programado para as 8h45. O Palácio do Planalto gastou R$ 2,2 milhões com o desfile deste ano, 46% acima dos despesas do ano passado (R$ 1,49 milhão).

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informa que a elevação de gastos se deve, entre outros motivos, ao aumento da estrutura do desfile e às variações no mercado. O desfile tem início com revista do presidente às tropas e com uma salva de 21 tiros. Um grupo de pára-quedistas também se apresentou no início do desfile, pousando no gramado da Esplanada dos Ministérios. Alexandro Martello comentários () | Permalink
05/09/2007 19:07 CCJ aprova relatório de cassação

Numa sessão relâmpago, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (5) a constitucionalidade do relatório que pede a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O parecer do senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) que considerou constitucional e legal o relatório aprovado pelo Conselho de Ètica foi aprovado por 20 votos a 1. Apenas o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) votou contra.
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05/09/2007 18:50 É constitucional, diz Tasso

O senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) recomendou a aprovação do relatório aprovado pelo Conselho de Ètica que pede a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

No voto, o tucano ressalta que houve cumprimento do devido processo legal, com direito a ampla defesa e contraditório de Renan Calheiros.

“Em face do exposto, concluo no sentido da inexistência de vício de constitucionalidade, legalidade ou juridicidade no parecer do Conselho de Ética do Senado Federal e voto por sua aprovação”, conclui Tasso Jereissatti no seu parecer. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 18:31 Agora é a vez da CCJ

A sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para analisar projeto de resolução que pede a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) começou por volta das 18h30 desta quarta-feira (5).

O relator é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Caberá a ele dar os argumentos iniciais para analisar se é constitucional o projeto originário do relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS).

O texto dos dois foi aprovado por um elástico placar de 11 a 4 no Conselho de Ética também nesta quarta. Se o projeto de resolução passar pela CCJ, ele segue para apreciação do plenário. Renan Calheiros corre o risco de perder o mandato e os direitos políticos. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 14:00 Conselho de Ética aprova relatório que pede cassação de Renan Calheiros

O Conselho de Ética aprovou nesta quarta-feira (5) o pedido de cassação de Renan Calheiros (PMDB-AL) por ter supostamente usado recursos de um lobista para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso.

Dos 15 membros do Conselho, 11 foram favoráveis à cassação e 4, contrários. Aprovado, o relatório segue para a Comissão de Constituição e Justiça, que analisará a constitucionalidade do processo. Caberá ao plenário dar a palavra final sobre o futuro de Renan Calheiros.

O relatório favorável à cassação foi elaborado pelos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS). O outro relator Almeida Lima (PMDB-SE) era contrário à perda do mandato de Renan Calheiros.

Veja como votou cada um dos senadores

Favor
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Romeu Tuma (DEM-SP)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
César Borges (DEM-BA)
Augusto Botelho (PT-RR)
João Pedro (PT-AM)
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Jeferson Peres (PDT-AM)

Contra
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 13:34 Placar de discursos

Se depender dos senadores que discursaram no Conselho de Ética, o futuro de Renan Calheiros é o da cassação. Dos 15 senadores integrantes do órgão, onze pediram a palavra e apenas dois disseram ser contrários à perda do mandato do presidente do Senado. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) evitou revelar seu voto antes da hora.

Veja quem discursou e como:

Favor
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Romeu Tuma (DEM-SP)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Demóstenes Torres (DEM-GO)
César Borges (DEM-BA)
Contra
Wellington Salgado (PMDB-MG)
Almeida Lima (PMDB-SE) T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 12:59 Bloco tucano contra Renan

Os senadores do PSDB que integram o Conselho de Ética demonstraram solidariedade à correligionária Marisa Serrano (MS), uma das relatoras do processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O líder tucano, Arthur Virgílio (AM), saudou a solidez dos argumentos utilizados por Marisa e por Renato Casagrande (PSB-ES) no relatório que sugere a cassação de Renan. Ele disse que partido está convicto em favor da cassação do presidente do Senado.

O senador Marconi Perillo (GO) classificou o voto separado de Wellington Salgado (PMDB-MG), da tropa de choque de Renan, de superficial. “É um relatório sem argumento substantivo. É apenas retórico, aprisiona-se em argumentos que tentam refutar o irrefutável", disse o tucano.

Neste momento, discursa o senador Romeu Tuma (DEM-SP). Segundo o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), outros dois senadores estão inscritos para falar. Finda a parte dos discursos, será aberta a votação. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 12:16 Demolidor, irrespondível

O terceiro relator do processo, Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan e contrário à cassação do presidente do Senado limitou-se a dizer que o voto em separado do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) foi “demolidor” e “irrespondível”.

Salgado pede o arquivamento do processo de cassação de Renan Calheiros ao dizer que não está comprovado o uso de recursos de um lobista para pagamento de contas pessoais e que não há nenhuma ilegalidade na renda pecuária do aliado. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 12:07 Chata e repetitiva

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), ao defender a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a perícia da Polícia Federal foi chata e repetitiva no ponto em que afirma não ser possível comprovar a renda pecuária de Renan com venda de gado.

Casagrande afirmou que Renan teve atividade pecuária fictícia. Citou ser impossível comprovar a renda e a evolução do rebanho de gado.

O relator vai além e diz que o presidente do Senado não poderia ter incluído a verba indenizatória como renda. Ao terminar, Casagrande disse que durante o processo não fez show, não optou pelo espetáculo.

“Poderíamos ter ido para Alagoas, mas não fizemos, não fizemos espetáculo para dar credibilidade a todo o processo”, disse Casagrande. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 11:50 Fui leal, diz Marisa Serrano

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das relatoras do processo que pede a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rebateu o colega Wellington Salgado (PMDB-MG), que sugeriu que a senadora mentiu ao Conselho de Ética e quebrou o decoro parlamentar.

“Quando a gente faz um relatório, a emissão de um parecer não pode parecer deslealdade, não é mentira. Não acho que fui desleal com o senador Renan Calheiros”, disse.

Marisa Serrano voltou a afirmar que o presidente do Senado faltou com a verdade ao não revelar que teve que buscar um empréstimo de R$ 178 mil para fechar suas contas em 2005. Esse empréstimo feito junto à empresa Costa Dourada Veículos Ltda. foi revelado apenas recentemente à Polícia Federal. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 11:34 Salgado sugere que relatores mentiram

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) insinuou no seu voto que os relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) quebraram o decoro parlamentar e não seu aliado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Se mentir ao Conselho é quebrar o decoro, indago-me se a quebra de decoro, não partiu da própria relatoria nesse caso", disse.

Ao concluir seu voto, Salgado sugeriu que o processo contra Renan seja arquivado. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 11:28 Com um aliado desse...

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) é o primeiro a fazer a defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética. Salgado tem contestado ponto a ponto as acusações contra o aliado. Salgado esmiúça; detalha; alonga-se em explicações e dados que fortaleceriam a defesa do colega.

Mas... Quando enfatizava a veracidade das informações sobre as receitas agropecuárias de Renan Calheiros, Salgado tropeçou. Disse que as GTAs são usadas para determinar o montante de vacinas usadas no rebanho de gado. Engana-se. Pela explicação da própria sigla: GTA=Guia de Transporte de Animais. Esse documento serve para atestar que o boi deixou a fazenda onde era criado e foi para um açougue.

No parecer da Polícia Federal, os peritos afirmam que os GTAs são incompatíveis com o número de notas fiscais e dos recibos apresentados por Renan para comprovar a venda de gado.

Salgado é incisivo também no ponto que a PF atesta a autenticidade material dos documentos apresentados por Renan. Mas como lembra o chefe Instituto Nacional de Criminalística (INC), Clênio Belluco, autenticidade material não exclui falsidade ideológica. Ou seja, os documentos podem ser autênticos, mas as informções não. A perícia da PF não faz nenhuma avaliação sobre esse ponto. Para Belluco seria necessária uma investigação mais aprofundada da questão. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 11:06 O que diz a tropa de choque

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), membro da tropa de choque de Renan Calheiros, enfatizou que as acusações contra o aliado limitam-se à esfera privada e não configuram quebra de decoro parlamentar.

Ao ler o seu parecer do processo contra Renan, Salgado afirmou que “não foi comprovado nenhum pagamento da Mendes Júnior à Mônica Veloso”. “Não restou comprovado em qualquer parte do procedimento que a Mendes Júnior tenha tirado proveito do fato de um empregado seu ser amigo do representado”, disse o senador suplente do ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Explica-se: Renan teria usado Cláudio Gontijo, representante da empreiteira Mendes Júnior, para pagar a pensão e o aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos.

Na defesa, Renan afirma que Gontijo era apenas um intermediário e que os recursos repassados a jornalista eram dele. Em parecer, a Polícia Federal contesta que Renan tenha tido dinheiro suficiente por não poder comprovar renda com negócios agropecuários. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 10:54 Confiança na cassação

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) aposta num placar folgado a favor da cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL): 10 a 5. Ele, ao lado da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), sugeriu que o presidente do Senado perca o mandato por ter quebrado o decoro parlamentar ao supostamente usar um lobista para pagar contas pessoais.

Casagrande avalia, no entanto, que no plenário do Senado o ambiente é favorável a Renan. Para tentar reverter o clima, ele fez um apelo aos colegas. “Temos que saber o que os senadores vão querer fazer, ficar ao lado da sociedade ou contra ela”, disse.

O placar de 10 votos a 5 é o mesmo da semana passada quando o Conselho de Ética decidiu que o processo de Renan Calheiros será decidido por voto aberto. T. Pariz comentários () | Permalink
05/09/2007 10:50 Começa a sessão

A sessão do Conselho de Ética que decidirá o futuro do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve início por volta das 10h45 desta quarta-feira (5). Ele é acusado de ter usado supostamente um lobista para pagar contas pessoais.

Os senadores analisarão um relatório que sugere a cassação de Renan Calheiros e outro que sugere a absolvição do senador peemedebista. O voto em separado, como é chamado pelo jargão legislativo, o texto que absolve Renan será lido por Wellington Salgado (PMDB-MG).

Embora o próprio Renan tenha defendido que a votação seja secreta, os senadores já decidiram que o voto será aberto.

Se o conselho aprovar a cassação, o relatório segue para a Comissão de Constituição e Justiça, que analisará a constitucionalidade do processo. Em seguida, segue para votação no plenário.

Renan Calheiros responde a três processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho. Na terça (5), o PSOL decidiu, com base em denúncias publicadas pelas revistas "Veja" e "Época" no fim de semana sobre um esquema de arrecadação para Renan em ministérios do PMDB, que não abriria um quarto processo de imediato. A expectativa é conseguir a inclusão das investigações em um dos processos já em andamento. T. Pariz comentários () | Permalink

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Entrelinhas No blog da redação do G1 em Brasília você vai saber um pouco mais dos bastidores do noticiário da Capital. Acontecimentos corriqueiros que permeiam os fatos, histórias que nem sempre são publicadas, mas que merecem ser contadas. Também queremos promover a aproximação do leitor com o dia-a-dia da nossa redação, contar nossas aventuras pelos palácios e salões de Brasília.

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